A                       E/G#        F#m
O homem chega mesmo a pensar que está no controle
D Bm E
Estuda português e matemática e pensa que já virou Deus
Bm D/F# E
Como se uma meretriz pudesse ser rainha
Bm E A E
Ou o plebeu herdar a própria monarquia

A E/G# F#m
Iludidos pensam que tem o poder da morte ou vida
A A7 D-D7M
Convocam nos seus tribunais o próprio Criador
Bm D/F# E/G#
Estudam o direito que eles próprios inventaram
Bm E
Esqueceram a lei suprema
D E A E
que já os condenou

A E/G# F#m
Decidem certo ou errado e proferem impropérios
A A7 E
Suas canetas do horror perpretam a maldade
Bm D/F# E/G#
Prevaricando edificam seus impérios
D Bm
Com as devidas vênias impudicos
E A E
Fim a vossa crueldade

A E/G# F#m
A ufania tão nefasta, épica, inintelegível
A A7 E
Tão amoral, sem siso, vil, ou intemerato
Bm D/F# E/G#
Inexoráveis sofismas, eclodindo disforias
Bm E
Vosso alvitre só vos mostra infâmias
A E
Em fisionomia

C#m F#m
Quando é que vocês vão tomar vergonha nesta cara?
D Bm E
E por um fim a toda essa vossa atrocidade
Bm D/F# E/G#
Pobre discente envilecido está o vosso léxico
Bm E
É chegada enfim a hora
D E A E
Da sentença e da verdade

C#m F#m
Deixai-vos instruir juízes desta terra
D Bm
Do norte e do nascer do sol
E
um foi despertado
Bm D/F# E
Ele invoca o Teu verdadeiro e Santo Nome
Bm E D E A
Como lodo e como barro, pisará os magistrados